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Escândalo no TJ-MA: Desembargadora Nelma Sarney é acusada de corrupção e conluio com genro em esquema criminoso

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 30 de jul.
  • 2 min de leitura

A Procuradoria-Geral da República investiga a desembargadora Nelma Sarney, do TJ-MA, por supostas fraudes judiciais em conluio com seu genro, Edilázio Gomes, revelando um esquema de corrupção que durou uma década.


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A Procuradoria-Geral da República revelou que a desembargadora Nelma Celeste Souza Silva Sarney Costa, cunhada do ex-presidente José Sarney, estava em conluio com seu genro, Edilázio Gomes da Silva Júnior, para redigir sentenças e despachos. As informações vieram à tona durante a Operação 18 Minutos, em que a Polícia Federal interceptou conversas entre os dois. A investigação aponta que um esquema de corrupção se estabeleceu no Tribunal de Justiça do Maranhão, envolvendo outros magistrados e durou cerca de dez anos.


Operação 18 Minutos


Durante a operação, que começou em agosto do ano passado, Edilázio foi encontrado com quase R$ 1 milhão em dinheiro, sem explicar a origem. Ele se defendeu, alegando que as acusações eram baseadas em ilações. Além de Nelma, a Procuradoria aponta outros três desembargadores e 23 pessoas envolvidas em atividades ilícitas. A denúncia, com 313 páginas, pede a perda dos cargos dos magistrados e que devolvam R$ 54,3 milhões, valor supostamente recebido em propinas.


Ações Ilegais


A investigação revelou que Nelma, enquanto corregedora-geral de Justiça, alterou o curso de uma execução para que fosse analisada por uma juíza indicada por ela, facilitando a execução de valores inflacionados. O esquema estava ligado a uma ação antiga contra o Banco do Nordeste, onde Edilázio atuava como sócio de um escritório de advocacia. O grupo teria atuado para afastar o juiz natural do caso, manipulando a situação em benefício próprio.


Conexões e Lavagem de Dinheiro


A Operação 18 Minutos também mostrou que havia um esquema de lavagem de dinheiro, com saques fracionados para evitar a detecção. A desembargadora, apesar de alegar falta de familiaridade com operações eletrônicas, possuía uma holding familiar. A denúncia destaca que Nelma recebeu propinas em dinheiro e transferências, incluindo pagamentos para seus familiares. O Tribunal de Justiça do Maranhão e os envolvidos foram contatados para se manifestar sobre as acusações.

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