Disputa ao Senado aumenta tensão na federação União Progressista
- Alexandre Ferreira
- 9 de jun.
- 2 min de leitura
A disputa pela vaga ao Senado na chapa governista do Maranhão aumentou a tensão dentro da federação União Progressista. O impasse envolve os deputados André Fufuca e Pedro Lucas Fernandes e pode até impedir que União Brasil e PP integrem oficialmente a candidatura ligada ao Palácio dos Leões.

A declaração do governador Carlos Brandão durante ato político ligado à pré-campanha de Orleans Brandão provocou reação imediata dentro da federação União Progressista. A avaliação de aliados é de que o chefe do Palácio dos Leões indicou preferência sobre quem deverá ocupar a vaga ao Senado na chapa governista. O movimento acendeu o alerta entre integrantes do Progressistas e do União Brasil, principalmente no grupo ligado ao deputado federal André Fufuca, que disputa espaço com Pedro Lucas Fernandes.
Decisão depende de consenso
Apesar da influência política do governador na construção da chapa majoritária, a definição formal da federação depende da direção nacional da União Progressista. O estatuto da aliança entre União Brasil e PP prevê decisões conjuntas entre os presidentes Antonio Rueda e Ciro Nogueira. Sem consenso entre os dois dirigentes nacionais, a federação não pode oficializar participação em determinada coligação estadual, mesmo que exista alinhamento do governo local com um dos pré-candidatos.
Candidaturas avulsas entram no cenário
Com o impasse mantido, cresce nos bastidores a possibilidade de candidaturas avulsas ao Senado. Nesse cenário, tanto André Fufuca quanto Pedro Lucas Fernandes poderiam disputar a eleição sem levar oficialmente a federação União Progressista para a chapa. Isso abriria espaço para negociações independentes e mudaria a composição política da base governista. A situação preocupa aliados do Palácio dos Leões por causa do peso eleitoral e estrutural dos dois partidos nacionais.
Perda política preocupa aliados
A eventual saída da federação da chapa governista é vista como risco político para o grupo ligado ao governo estadual. União Brasil e Progressistas possuem uma das maiores estruturas partidárias do país, com forte presença no Congresso Nacional e grande tempo de propaganda eleitoral. Nos bastidores, lideranças defendem que a solução mais viável seria manter o entendimento inicial de que a vaga pertence à federação, deixando a decisão final nas mãos da direção nacional da União Progressista.



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