DEU NA VEJA: Flávio Dino no STF e o vazio no Tribunal de Contas do Maranhão
- Alexandre Ferreira
- 1 de nov.
- 2 min de leitura
A revista Veja relatou que o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão enfrenta um impasse jurídico que deixou duas cadeiras vagas há quase dois anos. A situação, sob relatoria do ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal, travou as nomeações e levantou críticas sobre a demora do STF.

Segundo a Veja, o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão opera desfalcado desde que o Supremo Tribunal Federal suspendeu as nomeações de dois conselheiros. As ações diretas de inconstitucionalidade 7603 e 7605, relatadas por Flávio Dino, questionam o processo de escolha realizado pela Assembleia Legislativa. Enquanto não há decisão definitiva, o tribunal permanece sem todos os seus membros, o que tem causado sérias limitações administrativas.
As ações e a relatoria de Flávio Dino
A reportagem explicou que as ações apontam falhas no rito de escolha dos conselheiros, alegando que a Assembleia maranhense teria descumprido critérios constitucionais de transparência e mérito técnico. Flávio Dino, ao assumir a relatoria, determinou a suspensão imediata das indicações e solicitou informações adicionais ao Legislativo estadual. A medida, segundo a Veja, foi tomada com base em questionamentos sobre o equilíbrio entre os poderes locais e a legalidade das indicações políticas.
Repercussões e críticas
A publicação destacou que o impasse gera críticas no meio político e jurídico, uma vez que o TCE-MA tem papel essencial na fiscalização dos gastos públicos. A falta de conselheiros plenos compromete a análise de contas e a celeridade de julgamentos. A Veja ressaltou que o atraso prolongado alimenta dúvidas sobre a eficiência do Supremo em casos administrativos. Fontes ouvidas afirmaram que a indefinição cria insegurança e prejudica a credibilidade do controle financeiro estadual.
O silêncio do Supremo
De acordo com a Veja, o Supremo ainda não deu previsão para o julgamento das ações, mantendo as nomeações suspensas. Enquanto isso, o Maranhão continua com dois assentos vagos em seu tribunal fiscalizador. A revista observou que, apesar de o Ministério Público de Contas e o governo estadual defenderem a retomada das indicações, o processo segue parado. O silêncio da Corte, segundo analistas, aprofunda a percepção de lentidão e compromete a governança administrativa do estado.



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