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Desaprovação a Lula supera aprovação: Atl­­­asIntel/Bloomberg revela reversão em novembro

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 2 de dez.
  • 2 min de leitura

Pesquisa AtlasIntel, em parceria com Bloomberg, divulgada em 2 de dezembro de 2025, mostra que a desaprovação ao governo do Luiz Inácio Lula da Silva voltou a superar a aprovação. A reprovação subiu de 48,1 % para 50,7 %, enquanto a aprovação caiu de 51,2 % para 48,6 %, revertendo a tendência de melhora dos últimos meses.


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No levantamento feito entre 22 e 27 de novembro com 5.510 pessoas (margem de erro de 1 ponto percentual), a desaprovação ao presidente subiu para 50,7 %. Isso representa alta de 2,6 pontos em relação a outubro, quando a reprovação era de 48,1 %. Ao mesmo tempo, a aprovação caiu de 51,2 % para 48,6 %. O resultado marca o fim de uma sequência de recuperação que vinha ocorrendo desde agosto. Naquele mês, a desaprovação havia alcançado 51 % e a aprovação estava em 47,9 %, cenário similar ao atual.



Avaliação do governo também piora

Além da aprovação pessoal ao presidente, a percepção sobre a gestão de Lula também piorou. A parcela de entrevistados que considera o governo “ruim” ou “péssimo” subiu para 48,6 %, enquanto apenas 44,4 % avaliam a administração como “ótima” ou “boa”. A parcela que considera “regular” permanece em torno de 7 %. Essa inversão no saldo de aprovação indica desgaste generalizado — não apenas no sentimento sobre o presidente, mas na confiança da população na capacidade de gestão do governo.


Quem aprova e quem rejeita

Segundo os dados da pesquisa, a aprovação de Lula continua mais forte entre mulheres, pessoas com ensino fundamental, beneficiários de programas sociais (como o Bolsa Família), famílias com renda acima de R$ 10 mil, moradores do Nordeste e entre agnósticos ou ateus. Já a desaprovação se concentra mais entre homens, jovens de 16 a 24, pessoas com ensino médio, não beneficiários do Bolsa Família, famílias de renda entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, moradores do Centro-Oeste e entre evangélicos. Esses padrões mostram que o apoio e a rejeição continuam fortemente ligados a fatores socioeconômicos, religiosos e regionais no Brasil.

 
 
 

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