Dermatite de Contato: Dicas do Professor Cláudio Cardoso para Combater Alergias e Recuperar a Pele
- Alexandre Ferreira
- 10 de set.
- 2 min de leitura
A dermatite de contato, frequentemente associada à alergia à borracha, causa desconforto e afeta a autoestima de muitos. O professor Cláudio Cardoso, do IDOMED, oferece dicas para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Professor do IDOMED dá dicas para lidar com a dermatite de contato
A descamação, coceira e vermelhidão na pele, especialmente nos pés, são sintomas que dificultam a vida de quem sofre com a condição conhecida como alergia à borracha, que na verdade é a dermatite de contato. Segundo Cláudio Cardoso, dermatologista e professor do IDOMED, essa inflamação da pele é causada por substâncias presentes no ambiente, frequentemente relacionadas ao látex e à borracha. Ele explica que a dermatite de contato associada à borracha está ligada a compostos químicos utilizados na sua fabricação, como carba-mix, mercapto-mix e tiuram-mix, que atuam como aceleradores ou conservantes durante o processo de vulcanização. “Esses compostos podem causar reações alérgicas na pele após contato prolongado”, afirma Cláudio, ressaltando que testes de contato podem identificar a substância específica responsável pelo problema.
Tipos de dermatite de contato
A dermatite de contato se divide em duas categorias principais: a Dermatite de Contato Irritativa Primária, que resulta de danos diretos à pele pela substância em contato, e a Dermatite de Contato Alérgica, que é uma resposta imunológica mediada por células de defesa, ocorrendo após o organismo já ter sido exposto à substância.
Manifestações da doença
A reação imunológica é a principal característica da dermatite de contato. Inicialmente, as células de defesa da pele capturam substâncias estranhas e as encaminham para outras células, que as reconhecem como invasoras. “Em contatos subsequentes, essas células migram para a pele e provocam uma reação inflamatória, que se manifesta com vermelhidão, coceira, descamação e, em alguns casos, pequenas bolhas com líquido. Sem tratamento, o quadro tende a se agravar”, explica Cláudio.
Medidas e tratamentos
Embora a dermatite de contato não tenha cura, é possível controlá-la com algumas medidas e tratamentos. No curto prazo, recomenda-se evitar o uso de sandálias de borracha, aplicar corticosteróides tópicos para reduzir a inflamação, hidratar a pele para restaurar a barreira cutânea e utilizar anti-histamínicos orais em casos de coceira intensa. A longo prazo, é fundamental evitar novos contatos com a borracha e optar por calçados feitos de materiais alternativos, como couro tratado sem cromo, etileno-acetato de vinila (EVA), tecidos ou plásticos hipoalergênicos. Em situações graves ou persistentes, terapias como fototerapia ou imunomoduladores tópicos podem ser necessárias.
“A dermatite de contato causada por borracha pode impactar significativamente a qualidade de vida, limitando o uso de calçados comuns e gerando desconforto constante. Reconhecer os sinais, buscar um diagnóstico adequado e adotar estratégias de prevenção e substituição de materiais são passos essenciais”, enfatiza Cláudio Cardoso.
Atualizações do mercado
Cláudio também destaca que o mercado está se adaptando, oferecendo alternativas aos calçados de borracha, que são os principais causadores da dermatite. Atualmente, já existem fabricantes que produzem sandálias e calçados em EVA, um material bem aceito por pessoas alérgicas à borracha natural ou vulcanizada. Além disso, há opções de couro sintético e tecidos tecnológicos. A crescente demanda por produtos hipoalergênicos tem pressionado o mercado a disponibilizar opções mais seguras e acessíveis.




Comentários