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De sol a sol: quem trabalha ao ar livre tem 60% mais risco de desenvolver doenças graves na pele

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Entregadores de comida por aplicativo, mototaxistas, vendedores ambulantes, operários da construção civil, trabalhadores rurais, todos eles têm algo em comum. Trabalham diariamente debaixo do sol. Dados da Revista Brasileira de Cancerologia, do Instituto Nacional de Câncer (INCA), apontam que cerca de 23,5% dos trabalhadores brasileiros estão constantemente expostos ao sol durante suas atividades profissionais. Em todo o mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estimam que 1,6 bilhão de pessoas trabalham sob exposição solar frequente, o equivalente a 28% da população economicamente ativa global. O problema: eles têm 60% mais risco de desenvolver câncer de pele não melanoma. 


Estudos apontam, ainda, que quase uma em cada três mortes causadas por esse tipo de câncer está associada justamente à exposição solar ocupacional. No Brasil, o câncer de pele já é o tumor mais frequente do país e representa cerca de 30% de todos os casos registrados, segundo o INCA. “A exposição prolongada ao sol, além de ser um dos fatores de risco para o câncer de pele devido à radiação ultravioleta (UV), pode alterar o DNA das células, favorecendo assim o surgimento de tumores”, explica o O médico de família e comunidade, pós-graduado em Dermatologia e professor do IDOMED Fameac, Cláudio Cardoso.


O especialista destaca, ainda, que a exposição prolongada ao sol durante um dia de trabalho pode ser responsável por outras condições menos conhecidas. Entre elas, destaca-se a ceratose actínica, uma lesão pré-cancerígena caracterizada por manchas ásperas e escamosas em áreas como rosto, mãos e braços. “Outra condição comum é o melasma, que consiste em manchas escuras na pele, agravadas pela exposição solar sem proteção”, explica. Outra condição destacada pelo professor é a fotodermatite, uma reação inflamatória causada pela interação entre os raios UV e a sensibilidade a produtos ou medicamentos, como no caso das manchas provocadas pelo contato do limão com a pele exposta ao sol.


Minimizando os riscos

Segundo a professora do curso de Biomedicina da UniFacimp Wyden, Monick Miranda, o protetor solar segue sendo a principal forma de proteção para trabalhadores ao ar livre. Ela reforça, porém, que ele sozinho não é suficiente. “O uso do protetor deve ser associado a medidas físicas, como chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros. Também é preciso reaplicar o produto a cada três horas”, explica. 


Monick também orienta atenção na escolha do protetor solar e do Fator de Proteção Solar (FPS) mais adequado para cada situação. Segundo a especialista, para a rotina diária, a recomendação é utilizar produtos com FPS igual ou superior a 30. Já em casos de exposição intensa ao sol, como atividades ao ar livre ou longos períodos sob radiação solar, o ideal é optar por FPS 50 ou superior. “Além do nível de proteção, é importante escolher produtos com proteção contra raios UVA e UVB e, de preferência, também contra a luz visível, sempre considerando as fórmulas adequadas para cada tipo de pele”, orienta.


E, para quem já sofre com manchas solares na pele e busca meios de minimizá-las, existem alternativas. “Há meios eficazes e seguros, como peelings químicos, microagulhamento, laser, luz pulsada e dermocosméticos clareadores, que ajudam a melhorar manchas e sinais de envelhecimento, desde que associados ao uso rigoroso de fotoproteção”, detalha Monick.


 
 
 

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