Confusão entre vereadores interrompe trabalhos na Câmara de Carolina
- Alexandre Ferreira
- há 9 horas
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A sessão da Câmara Municipal de Carolina, no sul do Maranhão, foi interrompida após um intenso confronto verbal entre o presidente da Casa, Dr. Rubens Araújo, e o vereador Chiquinho Bringel. A discussão ocorreu durante o debate sobre denúncias envolvendo contratos da Secretaria de Saúde e terminou com acusações mútuas, ameaça de reforço policial e abandono do plenário.

A crise começou durante a análise de um requerimento que solicitava a convocação do secretário municipal de Saúde e vice-prefeito Giliard Oliveira para prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades administrativas. O tema rapidamente elevou o clima de tensão entre os parlamentares. Em meio ao debate, o presidente da Câmara, Rubens Araújo da Silva, interrompeu a fala do vereador Chiquinho Bringel e ordenou a retirada do microfone do parlamentar.
Presidente alegou quebra do regimento
Durante o tumulto, Dr. Rubens afirmou que a decisão foi tomada para garantir o cumprimento do regimento interno da Casa. O presidente declarou que não permitiria desordem no plenário e disse possuir respaldo legal para cassar a palavra de vereadores em situações de desrespeito às normas legislativas. Ele também afirmou que poderia solicitar apoio policial caso a confusão continuasse. As declarações aumentaram ainda mais o clima de instabilidade entre os presentes e interromperam o andamento normal da sessão ordinária.
Acusações agravaram tensão no plenário
O momento mais crítico ocorreu quando Chiquinho Bringel acusou publicamente o presidente da Câmara de compra de votos. Em resposta, Dr. Rubens rebateu com acusações semelhantes e afirmou preferir ser chamado de ditador a permitir desordem no Legislativo municipal. A troca de ofensas aconteceu diante de um plenário lotado e provocou reação imediata dos demais parlamentares e do público. Após o confronto, a presidência decidiu suspender os trabalhos por cinco minutos e convocou o vereador para uma conversa reservada no gabinete da Mesa Diretora.
Sessão terminou sem votações concluídas
Em meio ao ambiente de forte tensão política, a vereadora Yara Araújo deixou o plenário alegando mal-estar. Grávida, ela afirmou que o ambiente havia se tornado adoecedor e incompatível com sua condição de saúde. Após a suspensão da sessão, os vereadores deixaram o plenário sem concluir as votações previstas para a noite. Até a publicação da reportagem, a Câmara Municipal de Carolina não havia informado uma nova data para retomada dos trabalhos legislativos.



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