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Caso Samara: acusados são denunciados por tentativa de homicídio e aborto

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 2 de jul.
  • 2 min de leitura

O Ministério Público do Maranhão denunciou a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial militar Michael Bruno Lopes Santos por tentativa de homicídio qualificado, tortura majorada e tentativa de aborto contra a doméstica Samara Regina, de 19 anos, grávida de cinco meses na época das agressões.

O Ministério Público do Maranhão formalizou denúncia contra a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial militar Michael Bruno Lopes Santos por crimes considerados de extrema gravidade. A acusação inclui tentativa de homicídio qualificado, tortura majorada pela condição de gestante da vítima e tentativa de aborto. O órgão ministerial também solicitou a manutenção da prisão preventiva dos denunciados e o envio do caso ao Tribunal do Júri, cabendo agora ao Poder Judiciário decidir sobre o recebimento da denúncia e o andamento da ação penal.


Investigação reuniu provas testemunhais, perícias e áudios

Segundo o Ministério Público, a denúncia foi construída com base em depoimentos, laudos periciais e áudios analisados durante a investigação policial. A promotoria sustenta que há indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes atribuídos aos acusados. A promotora responsável pelo caso destacou que as provas apontam para episódios de violência física e psicológica praticados contra Samara Regina, que estava grávida de cinco meses e, portanto, em condição de vulnerabilidade ainda maior diante das circunstâncias investigadas.



Acusação relata tortura após suspeita de furto

De acordo com a denúncia, as agressões tiveram início após a jovem ser acusada de furtar um anel avaliado em R$ 5 mil. O Ministério Público afirma que a vítima foi submetida a espancamentos e intimidações para confessar um crime que não teria cometido. Mesmo após a joia ser encontrada dentro da própria residência, as agressões teriam continuado. A acusação sustenta ainda que os denunciados assumiram o risco de provocar a morte do bebê diante da intensidade dos atos praticados contra a gestante.


Caso teve grande repercussão e segue sob análise da Justiça

A investigação também aponta que o policial militar teria utilizado arma de fogo para intimidar a vítima durante as agressões. Laudos médicos anexados ao processo indicam hematomas severos e perda auditiva permanente causada pelos golpes sofridos. O caso ganhou ampla repercussão no Maranhão e mobilizou entidades de defesa dos direitos humanos e da mulher. A Justiça deverá decidir nos próximos meses se os acusados serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri Popular.

 
 
 

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