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Calvet Filho é condenado a mais de 6 anos por racismo religioso

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 30 de jun.
  • 2 min de leitura

O ex-prefeito de Rosário, Calvet Filho, foi condenado a 6 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por racismo religioso e injúria qualificada contra o líder quilombola José Ribamar Cantanhede, o Mestre Zé Ribeiro. A defesa informou que vai recorrer.

A Justiça do Maranhão condenou o ex-prefeito de Rosário, Calvet Filho, pelos crimes de racismo religioso e injúria qualificada. A sentença foi proferida nesta terça-feira (30) pelo juiz Bruno Barbosa Pinheiro, da 2ª Vara da Comarca de Rosário, e fixou pena de 6 anos, 1 mês e 15 dias de prisão, em regime inicial semiaberto. O caso envolve ofensas dirigidas ao líder quilombola José Ribamar Cantanhede, conhecido como Mestre Zé Ribeiro.


Falas em rede social

O processo teve origem em uma transmissão ao vivo feita por Calvet Filho no Instagram, em janeiro de 2025. Segundo reportagem do Metrópoles publicada à época, as declarações fizeram referência à posse do atual prefeito de Rosário e à presença de Mestre Zé Ribeiro, liderança do Tambor de Crioula do povoado Miranda. Depois da repercussão, Calvet divulgou nota de desculpas e disse ter se excedido em momento de emoção.


Multa e indenização

Além da pena de prisão, a sentença determinou o pagamento de 120 dias-multa e indenização mínima de R$ 20 mil. Do total, R$ 10 mil serão destinados à vítima e R$ 10 mil a um fundo voltado à preservação da identidade cultural e à proteção das comunidades quilombolas de Rosário. A decisão considerou agravantes como a idade da vítima e a divulgação das falas em rede social, o que ampliou o alcance das ofensas.


Recurso da defesa

Calvet Filho poderá recorrer em liberdade, já que respondeu ao processo solto. A defesa apresentou apelação após a leitura da sentença e sustenta que não houve intenção de atingir a coletividade. Em nota, o ex-prefeito classificou a decisão como injusta e afirmou que seus direitos políticos seguem preservados por se tratar de condenação em primeira instância. O caso será analisado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão.

 
 
 

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