Câmara dos Deputados inicia 20 processos contra 11 parlamentares, incluindo Eduardo Bolsonaro, por quebra de decoro
- Alexandre Ferreira
- 18 de ago.
- 2 min de leitura
O presidente da Câmara, Hugo Motta, protocolou 20 pedidos de abertura de processos por quebra de decoro contra 11 deputados, incluindo Eduardo Bolsonaro, investigado por obstrução à Justiça e coação.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, mandou um recado forte nesta sexta-feira (15). Ele enviou 20 pedidos para abrir processos por quebra de decoro parlamentar contra 11 deputados. Entre os nomes que estão na mira, tá o de Eduardo Bolsonaro, que responde a quatro representações que pedem a cassação do seu mandato. Além dele, outros deputados como André Janones, Lindbergh Farias e Guilherme Boulos também estão na lista. É um babado que promete agitar o cenário político.
Acusações e Investigações
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tá sendo investigado pelo STF por obstrução da Justiça e coação em processo judicial. Ele se afastou do cargo e foi pros Estados Unidos, onde começou a criticar a economia brasileira e autoridades do país. As acusações são pesadas, com ele sendo acusado de ameaçar a soberania nacional ao, segundo acusações, tentar articular sanções contra o Brasil. O PT e o PSOL foram os responsáveis por algumas das representações, alegando que ele tentou intimidar membros do Judiciário, principalmente o ministro Alexandre de Moraes.
Defesa de Eduardo
Eduardo Bolsonaro nega tudo e diz que é alvo de perseguição política. Ele argumenta que as sanções dos EUA só seriam retiradas com uma “anistia geral e irrestrita” para todos que foram condenados pelos atos do dia 8 de janeiro. Esse assunto de anistia já foi pauta entre os parlamentares da oposição, mas Hugo Motta deixou claro que não vai colocar isso em discussão sem o apoio da maioria dos líderes partidários. Ele acredita que não há clima para uma anistia ampla, especialmente para quem planejou atos violentos.
O Caso de Jair Bolsonaro
Além de Eduardo, o ex-presidente Jair Bolsonaro também tá no olho do furacão. A Procuradoria-Geral da República acusa ele de liderar um plano para anular as eleições de 2022, pressionando as Forças Armadas e bolando estratégias para prender ou até eliminar autoridades. Todos os envolvidos negam as acusações, e o STF já marcou para 2 de setembro o julgamento do caso contra o ex-presidente. É uma situação tensa que pode trazer consequências sérias para a política do país.



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