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Butantan-DV: vacina de dose única contra dengue aprovada pela Anvisa

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 26 de nov.
  • 2 min de leitura

A Butantan-DV, primeira vacina de dose única contra a dengue produzida no Brasil, teve o registro aprovado pela Anvisa nesta quarta-feira (26/11/2025). O imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan, poderá ser aplicado na população entre 12 e 59 anos, abrindo caminho para sua inclusão no calendário vacinal nacional.


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A aprovação da Butantan-DV representa um avanço sem precedentes no combate à dengue no Brasil — e no mundo. É o primeiro imunizante contra dengue capaz de conferir proteção com apenas uma dose. A vacina oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus, uma conquista que amplia a esperança de controle em massa da doença.


Eficácia e segurança comprovadas

Nos ensaios clínicos de fase 3, com mais de 16 mil voluntários distribuídos por 14 estados entre 2016 e 2024, a Butantan-DV apresentou eficácia geral de 74,7% contra casos sintomáticos de dengue. Contra formas graves ou com sinais de alarme, a proteção foi de 91,6%, e a vacina evitou 100% das hospitalizações por dengue. Os efeitos adversos relatados foram principalmente leves ou moderados e os graves foram raros.


Próximos passos: do registro à vacinação

Com a aprovação técnica, inicia-se agora a fase administrativa para que a Butantan-DV seja incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). O decreto formal ainda depende da definição de preço pelo governo e da inclusão no calendário vacinal. O governo estima que a vacinação com a nova vacina comece em 2026, mas há expectativa de uso parcial já no fim de 2025.


Impactos esperados na saúde pública

A adoção da Butantan-DV pode transformar a forma de lidar com a dengue no Brasil: a dose única simplifica a logística e facilita a adesão da população, o que pode elevar a cobertura vacinal de maneira expressiva. Com alta eficácia e proteção contra hospitalizações e formas graves da doença, o país ganha uma ferramenta crucial para reduzir casos, internações e mortes provocadas pela dengue — especialmente em regiões mais vulneráveis.

 
 
 

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