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Brandão afasta servidores após operação da PF no Maranhão

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 23 de mai.
  • 2 min de leitura

O governador Carlos Brandão afastou quatro servidores estaduais após decisão do TRE-MA ligada à Operação Arthros, da Polícia Federal. A investigação apura desvio de recursos públicos e financiamento ilegal de campanhas nas eleições municipais de 2024, além de possível lavagem de dinheiro.

O governador Carlos Brandão determinou o afastamento de quatro servidores estaduais por 90 dias após decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão. A medida atende pedido feito durante a Operação Arthros, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos e financiamento ilegal de campanhas nas eleições municipais de 2024. Apesar do afastamento temporário, os servidores continuam recebendo salários normalmente durante o período definido pela Justiça.


Gabriel Tenório está entre os investigados

Entre os afastados está Gabriel Valeriano Sabino Tenório, presidente da Agência Executiva Metropolitana do Leste Maranhense e ex-candidato à Prefeitura de Matões. Ele é apontado como aliado político do ex-secretário Rubens Pereira, também alvo da investigação. Gabriel Tenório chegou a ser preso em flagrante durante a operação após a PF encontrar armas de fogo e munições em sua residência. Depois de prestar depoimento, ele foi liberado pelas autoridades.



PF aponta movimentação milionária

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado utilizava empresas de fachada, contratos simulados e notas fiscais frias para ocultar a origem de recursos destinados ao financiamento eleitoral irregular. As investigações indicam que mais de R$ 1,9 milhão foram movimentados nos dias anteriores às eleições municipais de 2024. Desse total, mais de R$ 1,2 milhão teriam sido distribuídos entre candidatos e intermediários em diferentes cidades do Maranhão. A Justiça autorizou bloqueio de bens e quebra de sigilos bancários e telefônicos.


Investigação amplia pressão política

A operação atingiu municípios como São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó e Matões, além de Teresina. Nos bastidores políticos, a investigação aumentou a pressão sobre aliados do governo e lideranças ligadas ao grupo investigado. A Polícia Federal afirma que o esquema funcionava como uma estrutura paralela de financiamento eleitoral ilícito, com divisão de tarefas e repasses fragmentados para dificultar o rastreamento do dinheiro.

 
 
 

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