Braide rebate Mirante e mira suposto uso da máquina em pré-campanha de Orleans
- Alexandre Ferreira
- 1 de jul.
- 2 min de leitura
O ex-prefeito de São Luís e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide, reagiu à publicação do Sistema Mirante sobre suposta propaganda eleitoral antecipada e acusou o grupo de ignorar denúncias envolvendo atos ligados à pré-candidatura de Orleans Brandão.

Eduardo Braide elevou o tom contra o Sistema Mirante após publicação assinada por Carla Lima apontar que pré-candidatos estariam realizando atos com características de campanha antes do período permitido. O ex-prefeito respondeu dizendo: “Alô, Mirante, aqui não tem uso da estrutura do governo do estado, distribuição de combustível, ameaça a funcionários. Aqui é só a vontade do povo”. A fala marca mais um capítulo da disputa pelo Governo do Maranhão.
Cobrança sobre Orleans
A crítica de Braide mira, principalmente, o que ele considera silêncio da Mirante sobre eventos ligados a Orleans Brandão, pré-candidato ao governo e sobrinho do governador Carlos Brandão. O lançamento da pré-candidatura de Orleans ocorreu no Multicenter Sebrae, em São Luís, no dia 14 de março, com forte presença política. Para aliados de Braide, a cobertura teria sido seletiva ao tratar possíveis excessos na pré-campanha.

Vídeos e suspeitas
Outro ponto citado por críticos do grupo governista envolve vídeos que circulam nas redes sociais mostrando coletivos do Sistema Metropolitano supostamente usados para manifestações de apoio à pré-candidatura de Orleans. Até aqui, a acusação depende de apuração oficial e eventual análise da Justiça Eleitoral. O tema, porém, reacendeu o debate sobre o limite entre mobilização política, uso de estrutura pública e abuso de poder.
Disputa jurídica e política
A legislação permite menção à pré-candidatura e exaltação de qualidades pessoais, mas veda pedido explícito de voto, uso de meios proibidos e ações que desequilibrem a disputa antes da campanha oficial. Por isso, a troca de acusações tende a sair das redes e chegar aos tribunais eleitorais. No Maranhão, Braide e Orleans já aparecem como polos centrais de uma eleição marcada por tensão, máquinas políticas e guerra de narrativas.



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