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AVC em Mulheres: Fatores de Risco, Importância da Conscientização e Caminhos para a Reabilitação

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 30 de out.
  • 3 min de leitura

No Dia Mundial do AVC, especialistas alertam para a vulnerabilidade feminina diante da condição, especialmente em fases como gravidez e menopausa. Conscientização e atendimento rápido são cruciais para salvar vidas e minimizar sequelas.


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Gravidez, Anticoncepcionais e Menopausa: Aumentando a Vulnerabilidade Feminina


O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade permanente no mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). As mulheres são um dos grupos mais afetados, não apenas pelo número de casos, mas também por fatores hormonais e condições como gravidez, uso de anticoncepcionais e menopausa, que aumentam sua suscetibilidade.


A jornalista Vânia Marinho, de 63 anos, é um exemplo de superação após um AVC hemorrágico. Há 13 anos, ela enfrentou essa realidade e, desde então, tem se dedicado à reabilitação. “Foi um golpe da vida e precisei ressignificá-lo. O processo foi longo e doloroso, mas transformador. As terapias e o apoio da minha família foram fundamentais. Hoje, sou grata por cada pequena conquista e faço questão de alertar outras mulheres”, compartilha.


Conscientização no Dia Mundial do AVC


O relato de Vânia ganha destaque neste 29 de outubro, Dia Mundial do AVC, uma data que visa conscientizar sobre a prevenção, diagnóstico precoce e reabilitação. Dados da American Heart Association indicam que uma em cada cinco mulheres terá um AVC ao longo da vida, o que evidencia a importância desse tema para a saúde feminina.


A médica cardiologista e docente do IDOMED, Poliana Requião, explica que a prevalência do AVC entre mulheres varia conforme a faixa etária, aumentando após a menopausa. “Em idades mais jovens, doenças autoimunes e o uso de anticoncepcionais orais podem elevar o risco de tromboses e AVC isquêmico, devido ao aumento da coagulação do sangue. Durante a gestação, há risco de AVC hemorrágico por ruptura de aneurismas cerebrais. Após a menopausa, a queda nos níveis de estrógeno, que protege o sistema cardiovascular, eleva novamente o risco”, detalha a especialista.


Reconhecendo Sinais de Alerta


Os principais sinais de alerta para um AVC incluem boca torta, fala enrolada e perda de força em um dos lados do corpo. A médica destaca o método SAMU, uma forma simples de identificar sintomas e agir rapidamente. “O AVC é uma emergência médica, e cada minuto conta. A expressão ‘tempo é vida, tempo é cérebro’ reflete essa urgência. Quanto mais rápido o atendimento, maiores são as chances de recuperação. O tratamento imediato pode evitar sequelas graves e salvar vidas”, ressalta Poliana Requião.


Para reduzir o risco de AVC, é fundamental manter hábitos saudáveis, como praticar atividades físicas, adotar uma dieta equilibrada, controlar o peso e gerenciar doenças como hipertensão e diabetes. Além disso, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são medidas preventivas essenciais. “A prevenção é a melhor forma de combater o AVC. O uso de anticoncepcionais ou terapia hormonal deve ser sempre acompanhado por um médico especializado”, finaliza Requião.


Reabilitação: O Caminho de Volta à Autonomia


Para aqueles que sobrevivem a um AVC, a recuperação exige paciência, acompanhamento multidisciplinar e, principalmente, fisioterapia. O professor Ozair Argentille, fisioterapeuta e docente da Estácio, enfatiza a importância da reabilitação para a recuperação funcional. “Após um AVC, a fisioterapia é central. Ela promove a capacidade do cérebro de se reorganizar e criar novas conexões. Nosso objetivo é restaurar a funcionalidade e a autonomia do paciente, permitindo que ele retome suas atividades diárias com qualidade e independência”, afirma.


A recuperação envolve treino motor, equilíbrio, marcha e prevenção de complicações como dor e contraturas. O tratamento deve ser multidisciplinar, envolvendo fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos e médicos. “O paciente enfrenta não só limitações físicas, mas também emocionais e cognitivas. Trabalhar de forma integrada é o que garante um processo de reabilitação mais completo, humano e eficaz”, complementa.


 
 
 

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