Antes, Brandão queria apoio de Lula; agora pede neutralidade no Maranhão
- Alexandre Ferreira
- 23 de fev.
- 2 min de leitura
O cenário político do Maranhão para as eleições de 2026 vive um racha entre o governador Carlos Brandão e seu vice, Felipe Camarão (PT). Brandão rompeu com o vice e passou a apoiar seu sobrinho, Orleans Brandão (MDB). A definição de candidaturas e apoios ainda depende de conversas com Lula.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, enfrenta um forte racha político no estado ao romper com seu vice-governador, Felipe Camarão (PT). Camarão, aliado histórico da base lulista, busca ser candidato ao governo estadual em 2026, enquanto Brandão passou a apoiar o nome de seu sobrinho, Orleans Brandão, secretário e dirigente do MDB. A cisão evidencia a fragmentação de um grupo que antes manteve unidade política por anos no Maranhão.
Lula e a neutralidade estratégica
Brandão declarou que espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adote posição neutra na sucessão estadual, evitando interferir diretamente na disputa de nomes locais. Essa expectativa surge em meio à disputa pelo apoio presidencial, que pode influenciar tanto a corrida pelo governo do estado quanto pelo Senado federal. A neutralidade pretendida por Brandão reflete tentativas de se distanciar de rupturas internas e manter autonomia político-estratégica.
Decisão sobre o Senado e conversas com Lula
De acordo com a Veja, Brandão desistiu de disputar o Senado — cargo que o obrigaria a deixar o governo antes do fim do mandato — mesmo sendo uma indicação defendida por Lula para fortalecer alianças no Congresso. O governador declarou que aguarda uma conversa com o presidente para definir a composição da chapa e possíveis apoios eleitorais, inclusive para o Senado, diante de nomes cotados na base aliada.
Disputa interna e possíveis alianças
Além de Orleans Brandão e Felipe Camarão, outros políticos da base aliada aparecem no cenário para a disputa pelo Senado, como o senador Weverton Rocha, o ministro André Fufuca e a senadora Eliziane Gama, que mantém forte presença política no Maranhão. As conversas com Lula devem considerar esses nomes, assim como estratégias para manter a coesão entre diferentes grupos políticos, apesar das divergências.



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