Aliado de Rubens Pereira é preso em investigação eleitoral da PF
- Alexandre Ferreira
- 22 de mai.
- 2 min de leitura
A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (21), o presidente da Agência Executiva Metropolitana do Leste Maranhense (Agemleste), Gabriel Tenório, durante a Operação Arthros. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos e financiamento ilegal de campanhas eleitorais no Maranhão.

A Polícia Federal cumpriu mandados na manhã desta quinta-feira (21) durante a Operação Arthros, que investiga um suposto esquema de desvio de dinheiro público para abastecer campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024 no Maranhão. Entre os alvos está o presidente da Agemleste, Gabriel Tenório, aliado político do ex-secretário de Articulação Política do Estado, Rubens Pereira. A ação mobilizou equipes em diversos endereços ligados aos investigados.
PF aponta movimentação milionária
Segundo a investigação da Polícia Federal, mais de R$ 1,9 milhão teriam sido movimentados nos 15 dias que antecederam o pleito eleitoral de 2024. Desse valor, cerca de R$ 1,2 milhão teriam sido distribuídos entre candidatos e intermediários. A PF afirma existir indícios de que parte dos recursos tenha origem em contratos públicos desviados para financiar campanhas eleitorais de forma ilegal em municípios maranhenses durante o período eleitoral.
Arma foi apreendida em endereço do investigado
Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal apreendeu uma arma de fogo em um dos endereços ligados a Gabriel Tenório. O investigado já atuou como secretário adjunto na pasta de Articulação Política, quando Rubens Pereira comandava a secretaria estadual. Até o momento, não há informações oficiais sobre a manutenção da prisão ou eventual soltura de Gabriel Tenório após o depoimento prestado na sede da Polícia Federal.
Investigação apura atuação coordenada
As investigações apontam que os suspeitos atuavam de maneira coordenada na definição de valores, escolha de beneficiários e operacionalização dos repasses financeiros. De acordo com a PF, o grupo funcionava como uma espécie de “gabinete paralelo de financiamento eleitoral ilícito”. A polícia também tenta identificar quais candidatos teriam sido beneficiados com recursos públicos desviados durante as eleições municipais de 2024 no Maranhão.



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