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Alerta sobre Vício em Jogos: Quase 11 Milhões de Brasileiros Sofrem com Dependência e Precisam de Ajuda

  • Foto do escritor: Alexandre Ferreira
    Alexandre Ferreira
  • 15 de out.
  • 2 min de leitura

Uma pesquisa da Unifesp revela que quase 11 milhões de brasileiros apresentam sintomas de dependência em jogos e apostas, destacando a urgência de tratamento e apoio especializado para essa crescente questão de saúde pública.


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No Brasil, uma pesquisa revelou que cerca de 11 milhões de brasileiros apresentam sintomas de dependência em jogos e apostas, o que acende um alerta para a saúde pública. A popularização de aplicativos de apostas esportivas e jogos de azar transformou o celular em um "cassino de bolso" para muitos. Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) classifica esse vício como ludopatia, uma doença reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. Especialistas enfatizam a urgência de tratamento para aqueles afetados.


Sinais de Alerta


A psicóloga do Instituto de Educação Médica (Idomed), Ana Beatriz de Oliveira, destaca que a ludopatia é uma patologia que requer atenção. Entre os sinais de alerta, estão o aumento progressivo das apostas, irritabilidade e ansiedade na ausência de jogos, pensamentos obsessivos sobre estratégias, insistência em jogar mesmo após prejuízos financeiros, tentativas de recuperar perdas a qualquer custo e mentiras para familiares ou amigos para sustentar o vício. “Esses são indicativos claros de que algo está errado e é hora de buscar ajuda profissional”, afirma.


Características Semelhantes


Ana Beatriz ressalta que o vício em apostas compartilha características com os transtornos por uso de substâncias químicas. Ele envolve perda de controle, necessidade de repetição e sintomas de abstinência, como irritabilidade e baixa tolerância. Além disso, muitos enfrentam vergonha e dificuldade em reconhecer a ludopatia como uma doença, o que pode dificultar a busca por ajuda.


Caminhos para o Tratamento


O tratamento adequado inclui acompanhamento psicológico estruturado, especialmente com terapias cognitivas-comportamentais, além de grupos de apoio específicos para jogadores. “Os encontros coletivos proporcionam uma rica rede de troca e suporte. Combinados a mudanças de rotina e hábitos, esses recursos ajudam a reduzir gatilhos e prevenir recaídas”, explica a psicóloga. Ela enfatiza que “informação, acolhimento e acesso a serviços especializados são essenciais para que essas pessoas possam retomar suas vidas antes que o vício cause danos irreparáveis a vínculos familiares e resulte em prejuízos financeiros, emocionais e sociais”.


 
 
 

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