Adeus a uma voz firme do jornalismo maranhense: Jersan Araújo morre aos 80 anos
- Alexandre Ferreira
- 26 de nov.
- 2 min de leitura
Morreu nesta quarta-feira (26) o jornalista Jersan Araújo, aos 80 anos, em uma clínica de São Luís. Com mais de 50 anos de dedicação à imprensa maranhense, ele deixa legado marcado pela coragem e ética. Velório será na Plena Pax, no Anil, e sepultamento no Cemitério Parque da Saudade, no Vinhais.

Nascido em 5 de junho de 1945, no povoado Olinda dos Aranha, município de São João Batista, Jersan Araújo iniciou seus estudos na terra natal e, ainda jovem, mudou-se para São Luís em busca de formação. Já na adolescência, trabalhou como taquígrafo na Câmara Municipal e logo ingressou na redação do Jornal Pequeno — marcando o início de uma trajetória de destaque. Em mais de cinco décadas, atuou como repórter, redator e articulista em diversos veículos de imprensa, rádio e TV no Maranhão. Sua atuação sempre foi marcada por postura crítica, independente e engajada com a verdade e a justiça.
Atuação política e reconhecimento institucional
Além do jornalismo, Jersan assumiu cargos públicos: foi vereador em São João Batista e atuou como secretário de Comunicação e assessor de imprensa em gestões municipais. Também integrou a Academia Joanina de Letras, reconhecimento de sua importância intelectual e contribuição à cultura local. Em 2007, foi agraciado com a honraria “Jornalista que Marcou Época”, concedida pelo sindicato dos profissionais de jornalismo de São Luís — uma justa homenagem à sua dedicação, coragem e compromisso com a ética.
Despedida, homenagens e legado duradouro
O velório ocorrerá nesta quarta (26), a partir das 14h, na sala 1 da funerária Plena Pax, no bairro Anil, em São Luís. O sepultamento está previsto para amanhã, no Cemitério Parque da Saudade, no bairro Vinhais. Jersan deixa esposa, filhos, netos e bisnetos — e, sobretudo, um legado de integridade, coragem e compromisso com a verdade. Para muitos colegas, sua voz foi referência de independência e honestidade no jornalismo. Sua história reforça o valor de uma imprensa comprometida com os direitos da sociedade e serve de inspiração para gerações futuras.



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