Acusada de envenenar ovo de Páscoa no MA vai a júri popular
- Alexandre Ferreira
- 9 de jun.
- 2 min de leitura
A Justiça do Maranhão marcou para o dia 22 de junho o júri popular de Jordélia Pereira Barbosa, acusada de envenenar um ovo de Páscoa entregue a uma família em Imperatriz. Duas crianças morreram após consumir o doce, enquanto a mãe sobreviveu depois de ficar internada em estado grave.

A acusada Jordélia Pereira Barbosa será levada a júri popular ainda neste mês de junho, em Imperatriz, na região tocantina do Maranhão. A mulher está presa desde 17 de abril de 2025, em São Luís, após ser apontada pela investigação como responsável pelo envenenamento de uma família com um ovo de Páscoa. O julgamento foi marcado para o dia 22 de junho e será realizado pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida.
Crianças morreram após comer chocolate
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Mirian Lira e os filhos consumiram o ovo de Páscoa na noite de 16 de abril de 2025. Horas depois, os três passaram mal e foram levados ao hospital em Imperatriz. Luiz Fernando, de 7 anos, morreu pouco tempo após ser internado. Já Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13 anos, morreu cinco dias depois. Mirian Lira também ingeriu o doce, ficou internada em estado grave e precisou ser intubada, mas conseguiu sobreviver.
Acusação aponta envenenamento
De acordo com as investigações, o ovo de Páscoa teria sido entregue à família acompanhado de um bilhete. A Polícia Civil reuniu laudos periciais, exames toxicológicos, imagens de câmeras de segurança e depoimentos durante a apuração do caso. Jordélia Pereira responde por duplo homicídio consumado e tentativa de homicídio por envenenamento. A defesa da acusada chegou a pedir exame psicológico, mas o pedido foi negado pela Justiça durante a fase de instrução do processo.
Caso causou forte comoção
O caso teve grande repercussão no Maranhão e gerou forte comoção em Imperatriz pela morte das duas crianças. Desde a prisão da acusada, familiares das vítimas acompanham o andamento do processo judicial e aguardam o julgamento popular. A expectativa é que o júri reúna depoimentos, provas técnicas e argumentos da acusação e defesa para definir a responsabilidade criminal da ré pelo envenenamento da família ocorrido durante o período da Páscoa do ano passado.



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