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A CPMI do INSS aprovou a convocação do deputado estadual Edson Araújo para prestar esclarecimentos após a identificação de movimentações financeiras consideradas atípicas. Dados obtidos com a quebra de sigilo bancário apontam milhões em depósitos, elevando a pressão política e ampliando o alcance das investigações.


A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS decidiu convocar o deputado estadual Edson Araújo para prestar depoimento após denúncias apresentadas pelo deputado federal Duarte Júnior, vice-presidente do colegiado. A decisão ocorre depois da análise de dados bancários obtidos com autorização para quebra de sigilo, que revelaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados do parlamentar. Segundo integrantes da CPMI, a oitiva busca esclarecer a origem dos recursos e verificar eventual relação com o esquema investigado, que apura fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários e atuação de entidades associativas ligadas ao setor.


Movimentações milionárias sob análise

Os dados analisados pela comissão indicam que cerca de R$ 54,9 milhões foram creditados na conta pessoal do deputado em apenas um mês, em junho de 2024. Além disso, outros R$ 18,5 milhões teriam sido movimentados nos seis meses iniciais de 2025, segundo informações apresentadas durante os trabalhos da CPMI. Para Duarte Júnior, os valores levantam suspeitas relevantes e exigem explicações formais do parlamentar. A investigação ainda não concluiu sobre a origem dos recursos, mas a comissão afirma que os números serão confrontados com contratos, transferências e possíveis vínculos com pessoas físicas ou jurídicas sob investigação.

Suspeitas de rede ligada a fraudes previdenciárias

Durante pronunciamentos públicos, Duarte afirmou que os dados reforçam indícios da existência de uma estrutura organizada envolvendo parlamentares, associações e intermediários suspeitos de participação em fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Segundo o deputado federal, há relatos de pressão sobre pescadores para adesão a esquemas ilegais e possíveis tentativas de intimidação relacionadas ao avanço das apurações. A CPMI investiga se parte das movimentações financeiras pode estar vinculada a cobranças associativas indevidas realizadas diretamente nos benefícios previdenciários.


Expectativa para depoimento e próximos passos

A expectativa é que Edson Araújo seja ouvido nas próximas etapas da comissão, que entra em nova fase de coleta de depoimentos e cruzamento de dados financeiros. Integrantes da CPMI afirmam que o objetivo é esclarecer a origem das transferências e identificar eventuais responsabilidades, caso irregularidades sejam confirmadas. O depoimento deverá servir como base para novas diligências e possíveis encaminhamentos a órgãos de controle e investigação, dependendo do resultado da análise técnica e jurídica das informações reunidas até o momento.

A Assembleia Legislativa do Maranhão definiu a composição dos blocos partidários que atuarão na nova legislatura. A reorganização estabelece a divisão entre base governista, oposição e bloco independente, além de confirmar a permanência do deputado Neto Evangelista como líder do governo na Casa.


A nova configuração parlamentar estabeleceu o bloco Unidos pelo Maranhão como o principal agrupamento político da Assembleia Legislativa. Considerado o bloco governista, ele reúne dez partidos — MDB, PP, PDT, Mobiliza, PRTB, União, Republicanos, PRD, Podemos e PSD — somando 27 deputados estaduais. A liderança ficará sob responsabilidade do deputado Ricardo Arruda (MDB), que passa a conduzir a articulação política do grupo nas votações e discussões legislativas ao longo da legislatura. A composição reforça a maioria governista dentro do parlamento estadual.


Bloco de oposição organiza atuação

No campo oposicionista, foi definido o bloco Parlamento Forte, formado pelos partidos PSB e PCdoB, reunindo oito parlamentares. A liderança do grupo ficará com o deputado Rodrigo Lago (PCdoB), responsável pela condução das posições da oposição nas discussões e votações em plenário. A formação do bloco marca a reorganização das forças políticas dentro da Assembleia, estabelecendo uma divisão clara entre base governista e oposição, com atuação voltada ao debate das pautas legislativas e fiscalização das ações do Executivo estadual.



Bloco do PL e composição independente

Além dos dois principais agrupamentos, a Assembleia contará ainda com o bloco formado pelo Partido Liberal (PL), que terá seis deputados estaduais sob a liderança do deputado Aluizio Santos. A existência de um bloco próprio amplia o cenário político interno da Casa, permitindo que o grupo atue de forma independente nas votações e negociações parlamentares. A nova configuração reflete o equilíbrio de forças partidárias e a necessidade de articulação entre diferentes correntes políticas ao longo dos trabalhos legislativos.


Liderança do governo mantida

A liderança do governo na Assembleia Legislativa permanecerá com o deputado Neto Evangelista (União), que seguirá responsável pela interlocução entre o Executivo estadual e os parlamentares. A manutenção da liderança indica continuidade na estratégia política adotada pelo governo dentro da Casa, especialmente na condução de projetos considerados prioritários. Com a definição dos blocos partidários, a expectativa é de início dos trabalhos legislativos com as funções e posições políticas já estabelecidas para a nova legislatura.

O presidente da Comissão de Orçamento da Câmara Municipal de São Luís, vereador Raimundo Penha, comentou a tramitação da peça orçamentária de 2026 enviada pelo prefeito Eduardo Braide. Em entrevista ao PC, o parlamentar afirmou que a falta de consenso não impede o funcionamento do poder público e cobrou maior participação do Executivo nas audiências públicas realizadas pela Casa.



O vereador Raimundo Penha afirmou que a construção de consenso em torno do orçamento municipal não pode ser tratada como uma exigência absoluta dentro do processo legislativo. Segundo ele, divergências são naturais em regimes democráticos e fazem parte do papel do parlamento na análise das propostas encaminhadas pelo Executivo. O parlamentar citou exemplos de discussões orçamentárias em outros países e no próprio Congresso Nacional brasileiro, argumentando que impasses políticos não significam paralisação administrativa, destacando que o funcionamento do país seguiu normalmente mesmo em cenários sem acordo pleno.


Tramitação do orçamento e papel do Legislativo

Durante a entrevista, Penha ressaltou que a Câmara Municipal cumpre sua função institucional ao discutir a Lei Orçamentária Anual, analisando prioridades e recebendo contribuições da sociedade. O orçamento municipal de 2026 prevê bilhões em receitas e despesas e integra o planejamento financeiro da capital para o próximo ano, sendo debatido em sessões e audiências públicas antes da votação final pelos vereadores. A análise da proposta faz parte do processo regular de apreciação da LOA pelo Legislativo municipal.



Ausência de secretários nas audiências públicas

O vereador também criticou a ausência dos titulares das secretarias municipais de Planejamento e Fazenda nas audiências públicas realizadas pela Câmara para discutir o orçamento. De acordo com ele, foram realizadas três audiências e, em nenhuma delas, os secretários compareceram pessoalmente, sendo representados por membros das equipes técnicas. Penha avaliou que a presença dos gestores responsáveis pela elaboração da proposta seria importante para esclarecer dúvidas dos parlamentares e da população, fortalecendo o debate público sobre a aplicação dos recursos municipais.


Resposta a declarações do Executivo

Ao comentar manifestações do prefeito nas redes sociais, nas quais a população foi incentivada a cobrar os vereadores pela aprovação do orçamento, Raimundo Penha afirmou que o diálogo deve ocorrer em duas vias. O parlamentar defendeu que o Executivo também deve cobrar a participação de seus secretários nas discussões realizadas na Câmara, reforçando que o processo orçamentário exige cooperação entre os poderes. Para ele, o debate público qualificado contribui para aperfeiçoar a peça orçamentária e garantir maior transparência nas decisões relacionadas aos investimentos e despesas do município.

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